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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Educação Especial: a necessidade de incluir

Atualmente, temas que discutem a inclusão de alunos especiais em classes regulares tem ganhado cada vez mais destaque na pauta de educadores e técnicos. Podemos dizer que aí já temos algum avanço, mas os desdobramentos práticos da efetivação da prática inclusiva e as diferentes opiniões a respeito do assunto nos leva a uma necessidade crescente de estudarmos o assunto e principalmente refletirmos sobre as condições que os alunos especiais têm encontrado nas escolas.
Muitas questões precisam ser melhor debatida pela sociedade para que possamos garantir a aprendizagem de todos, o respeito pleno dos direitos e o exercício da cidadania. Elementos como formação de professor, corpo técnico especializado para dar suporte ao trabalho docente, projeto pedagógico direcionado, estrutura física adequada às necessidades dos alunos e uma política de estado mais eficiente, que garanta os recursos necessários para o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem capazes de garantir resultados excepcionais, são alguns dos pontos relevantes do tema que demonstra que apesar de existir algumas ações que garantem um direcionamento do trabalho, muito ainda tem que ser feito.
Infelizmente, muitos profissionais da educação tem se posicionado contra às políticas de inclusão. E isso é compreesível quando pensamos, vemos e constatamos a deficiência dessas políticas mas, negando um direito da pessoa especial não estaremos contribuindo para o exercício dos direitos individuais, da cidadania e principalmente de possibilitar a essas pessoas o convívio e a interação tão importante para elas e para nós.
Então devemos compreender que o "problema" não é a presença do aluno especial na sala de alunos "normais". A grande questão aqui é a inércia do Estado quando este não garante as condições necessárias para que a política da inclusão seja benéfica a todos, mas todos mesmo: a família, a pessoa especial, o professor, os colegas da sala e da escola e a formação de consciência na sociedade de que todos somos iguais em nossas diferenças.
Acredito que num mundo onde a individualidade, o preconceito falam auto, a prática de educador pode fazer a diferença no sentido de promovermos novos valores, uma nova maneira de enxergarmos nós e o outro, me vendo no outro, aceitando suas diferenças e compreendendo-as como virtudes humanas. Não, isso não é fácil, mas a tarefa de educar nos remete a estes desafios.

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