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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Luta pela terra

Ameaças e provocações contra camponeses na Santa Elina
Com informações do Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina — Codevise

Nota publicada pelo Codevise no dia 19 de novembro denuncia as ações criminosas e provocadoras de um bando de pistoleiros, a soldo do latifúndio, contra os camponeses que tomaram uma parte da Fazenda Santa Elina, em Corumbiara.

A nota relata que grupos de pistoleiros fortemente armados têm chegado à fazenda Maranatha, uma das três fazendas que integram o latifúndio Santa Elina, vizinha da área onde as famílias se encontram.
O Codevise denuncia que, além de fazerem uma série de ameaças, os pistoleiros "derrubaram uma ponte e trancaram com correntes e cadeados todas as porteiras na estrada que dá acesso ao município de Chupinguaia, isolando centenas de pessoas que agora precisam dar uma volta de mais de 200 km para chegar ao outro lado, na área cortada pelos camponeses.
Essa estrada que foi bloqueada, apesar das péssimas condições, seria uma rodovia estadual e é usada há muitos anos pelos moradores da região de Chupinguaia, Guarajus, Corumbiara, Vitória da União e outras localidades."
Os camponeses que conquistaram a Santa Elina alertam para a existência de uma série de boatos que circulam em toda a região sobre a preparação de uma operação de despejo contra os camponeses.
Concluindo, a nota do Codevise faz um alerta:
"Qualquer coisa que venha acontecer com os camponeses será de inteira responsabilidade dos latifundiários da região, do velho Estado e seus órgãos, como Incra, Ouvidoria Agrária e Judiciário, que há mais de 15 anos enrola os camponeses com falsas promessas, criminaliza a justa luta pela terra e fecha os olhos diante dos crimes do latifúndio como os fatos acima mencionados".
http://www.anovademocracia.com.br/no-72/3198-luta-pela-terra

Educação Especial: a necessidade de incluir

Atualmente, temas que discutem a inclusão de alunos especiais em classes regulares tem ganhado cada vez mais destaque na pauta de educadores e técnicos. Podemos dizer que aí já temos algum avanço, mas os desdobramentos práticos da efetivação da prática inclusiva e as diferentes opiniões a respeito do assunto nos leva a uma necessidade crescente de estudarmos o assunto e principalmente refletirmos sobre as condições que os alunos especiais têm encontrado nas escolas.
Muitas questões precisam ser melhor debatida pela sociedade para que possamos garantir a aprendizagem de todos, o respeito pleno dos direitos e o exercício da cidadania. Elementos como formação de professor, corpo técnico especializado para dar suporte ao trabalho docente, projeto pedagógico direcionado, estrutura física adequada às necessidades dos alunos e uma política de estado mais eficiente, que garanta os recursos necessários para o desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem capazes de garantir resultados excepcionais, são alguns dos pontos relevantes do tema que demonstra que apesar de existir algumas ações que garantem um direcionamento do trabalho, muito ainda tem que ser feito.
Infelizmente, muitos profissionais da educação tem se posicionado contra às políticas de inclusão. E isso é compreesível quando pensamos, vemos e constatamos a deficiência dessas políticas mas, negando um direito da pessoa especial não estaremos contribuindo para o exercício dos direitos individuais, da cidadania e principalmente de possibilitar a essas pessoas o convívio e a interação tão importante para elas e para nós.
Então devemos compreender que o "problema" não é a presença do aluno especial na sala de alunos "normais". A grande questão aqui é a inércia do Estado quando este não garante as condições necessárias para que a política da inclusão seja benéfica a todos, mas todos mesmo: a família, a pessoa especial, o professor, os colegas da sala e da escola e a formação de consciência na sociedade de que todos somos iguais em nossas diferenças.
Acredito que num mundo onde a individualidade, o preconceito falam auto, a prática de educador pode fazer a diferença no sentido de promovermos novos valores, uma nova maneira de enxergarmos nós e o outro, me vendo no outro, aceitando suas diferenças e compreendendo-as como virtudes humanas. Não, isso não é fácil, mas a tarefa de educar nos remete a estes desafios.